GENTE

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O barulho  constante nos seus ouvidos
 de barrigas esfomeadas
não têm amigos
correm onde estão escondidas granadas.

Querem perguntar pelos pais
mas ninguém parece responder
sofrimento desmedido
de quem não pediu para nascer.

Capitalistas desfilam de sorriso em cada nação
crianças choram por um pedaço de pão.
metade do mundo assiste inerte
a outra metade ainda se diverte.

paisagem cinzenta de cimento desfeito
solo árido sem mato
corpos putrefeitos
decisão dos  homens de fato.

Qual o futuro que estas crianças terão
se lhes é ensinado a ter uma kalashnikov na mão?
Qual o futuro que o mundo vai ter
se toda a gente vê mas ninguém quer saber?
Como fazer, se quem tem o poder
em nada nos deixa mexer?

Quem dera um dia alguém poder contar
a um teu descendente
que tudo foi para mudar e melhorar
oque um dia chamámos GENTE!


De Cátia Castro




Katynha

Sempre fui apaixonada por escrita, no entanto, a vida dá voltas por vezes dificeis de contornar, assim me perdi nessas mesmas voltas e por là deixei a caneta e inspiração, mas algo me pediu para que tentasse de novo escrever, ainda que enferrujada, aqui estou eu, não de caneta na mão, mas à procura de inspiração.

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