NÓS

20:03 0 Comments

Consigo ver-te deste sofá, ainda que estejas de costas consigo ver a tua expressão de sobrancelhas semi-serradas,talvez por estares colado nesse ecran transformado em campo de futebol.
Revejo-me no teu intimo consumindo a tua indepêndencia à minha dependência.
Podemos até ser loucos e agarrarmo-nos aqui e agora; só para fugirmos juntos desta sanidade inconformada e um pouco deformada a que nos encostámos.
Corremos desenfreados na pele dos nossos pecados adoçicando cada pedaço onde viajarem nossos lábios.
Estonteia-me com esse teu ar carregado de um gosto salgado e segura a minha pele na ponta da tua imaginação e enche os teus pulmões de ar quando eu te apertar na segurança do meu inseguro colo.
Anda.
Estás aqui.
Quero dizer-te!
Estou presa à tua liberdade saudável
que me faz amar-te de forma tão espontânea e livre
esse teu lado tão perfeito e amável
o maior tesouro que algum dia tive.
O teu colo tem sido enorme aos meus pedidos
e na serenidade do teu silêncio
vejo os meus medos despidos
envolvidos no nosso amor imenso.



De Cátia Castro

Katynha

Sempre fui apaixonada por escrita, no entanto, a vida dá voltas por vezes dificeis de contornar, assim me perdi nessas mesmas voltas e por là deixei a caneta e inspiração, mas algo me pediu para que tentasse de novo escrever, ainda que enferrujada, aqui estou eu, não de caneta na mão, mas à procura de inspiração.

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