Vida
Liberta-me ó composto barulho no perfeito rolar de ondas do marmulher que passas pela manhã a cantar
pássaros que chilream, Homens que alegria semeiam
cheiro da chuva embutido na terra, e tu, ó silêncio no cimo da serra
Liberta-me ó trago do vinho vermelho na soalheira Sexta-feira
e palrares cantados da alma parida, plena, leve, e livre ainda
e tu gente que não passas apressada e trazes caminho aos teus pés
Liberta-me ó fado vadio em ruas do Bairro-Alto
aurora, de novo ver-te nascer
e somente crescer, liberta-me.
Prende-me o relógio abraçado a um tempo vestido de regras sem sentimento
despertar na rotina enrugada, e o caminho, o mesmo caminho
vozes metódicas, hipócritas, prendem-me a mente
A ternura, esta em mim perdura...
Entendo quando cuspias as sombras e me dizias
que a vida não carrega tristezas ou alegrias
que libertaria quando a vida me libertasse
descansaria quando o corpo de mim cansaçe.
Não te disse o dia que a vida me fez livre
e ninguém disse que a vida tem de libertar.
Cátia castro
.png)


0 comentários: