MENTIRA

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Ficou a vida por dizer
Em cantos do mundo cansados de a escutar
Em breves beijos que não ousam falar
Em soluços tácitos na forma de viver.

O silêncio desfez-se em mil gargalhadas falhadas
que trazias em tua boca grande e fechada
e com regozijo te encostaste além do esperado;
oh sim!
Tu que parecias assim de espírito atormentado
revelas-te  em composto sublime
atrelado a uma faixa dourada
 de uma criatura engraçada
que passa no meio do filme.
Libertas-me da intenção amargurada
como a que me mostraste naquela viagem
de um amarelo lírio espantado
e de  tão falsa e enganadora imagem.
Trépido em forma de triste orgulho
despeitas-me de peito aberto
julgando o incerto pelo certo
e com esse silêncio em forma de barulho
surges e ergues a espada já cansada
das imensas mãos envelhecidas.
Vieste porquê e para quê envaidecer a tua imagem
mais que assombrada por caminhos de pedra?



De Cátia Castro


Katynha

Sempre fui apaixonada por escrita, no entanto, a vida dá voltas por vezes dificeis de contornar, assim me perdi nessas mesmas voltas e por là deixei a caneta e inspiração, mas algo me pediu para que tentasse de novo escrever, ainda que enferrujada, aqui estou eu, não de caneta na mão, mas à procura de inspiração.

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