A PRESA

16:50 4 Comments

A PRESA

Sabia estar vestida mas sentia-se nua
sua pele nao respirava, adormecida
era como presa ainda que na rua
pois trazia consigo a morte ainda que em vida.

Andava como quem passa
sem ter pernas nem asas
mas quando o vento a abraça
 mostra enseadas.

A visão era escura, tenebruosa e sombria
de passos alargados e desconcentrados
sem saber bem por onde ia
caminhava sem olhar para os lados.

Perdida no tempo, espaço e vida
perguntava-se o porquê
de tanto estar decidida
a querer o que ninguém vê.

O que outrora foi ensolarado
hoje o vê escurecido
como um livro que foi amado
e que hoje já está esquecido.

Lá foi ela...
sem ter pernas nem asas
de coxas cansadas
dar ouvidos á chamada vida.

Sem perceber, encontrou-se
ainda que pensasse estar perdida.

Catia Castro



Katynha

Sempre fui apaixonada por escrita, no entanto, a vida dá voltas por vezes dificeis de contornar, assim me perdi nessas mesmas voltas e por là deixei a caneta e inspiração, mas algo me pediu para que tentasse de novo escrever, ainda que enferrujada, aqui estou eu, não de caneta na mão, mas à procura de inspiração.

4 comentários:

  1. Espera que continues sempre a escrever nem que por devaneio, limpeza de espírito ou alma. Pois seria uma grande tristeza voltares a perde-lo. Tens muito jeito. Parabéns. Bjs Luisa Eyala

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  2. Espera que continues sempre a escrever nem que por devaneio, limpeza de espírito ou alma. Pois seria uma grande tristeza voltares a perde-lo. Tens muito jeito. Parabéns. Bjs Luisa Eyala

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    1. Obrigada. Não, agora já não vou parar porque realmente é algo que me faz sentir bem, escrever limpa-me o espírito.bjinhos Luisa

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