CASTIGO

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Ali embrulhada ente memórias, declaro guerra ao tempo,
a cheirar alento em todo o desalento no meio de histórias.
Pedi aos pássaros para cantarem, mas não os ouvi;
pedi para os ver, mas também não os vi;
Entre lágrimas confusas ali me vi eu
entre borbotos e a cama de pedra
com pensamentos de merda, ali estava eu;

Amar o sol ou a chuva intensamente numa pequena hora
e de seguida amar a solidão que te devora:
A inventar  alegria entre vinte e três horas de agonia
escrevendo horas a fio para matar o vazio
que de seguida te consome como uma coruja que não dorme
e ainda assim tem asas para voar.

Quatro paredes outrora brancas
envaidecidas com buracos e escrituras
 de almas entre horas e horas de loucuras e
tortura
e a ser franca, a minha doçura não a arrancas.
O metálico envolvendo a decoração
era agora ferrugem com odor impregnado
onde muitas perderam a razão
preferindo deixar o corpo abandonado.

A pia, irmã do chuveiro, vivem juntos
vivem vivos como defuntos
 assim parecem aqueles rostos sem luz
opacos, ora com tristeza, ora com loucura
a gritar à noite para correr e ao dia para voar
sedenta de palavras de um amigo.

A sorte correu sem aviso prévio
para todas aquelas almas que lutaram com o tempo
para todas as que não mais quiseram sofrer.
Cansadas de lutar contra si próprias
decidiram parar de viver a sobreviver.

Como um sentimento desconfiado e antigo
vos digo:

- AQUILO É O QUE CHAMAM DE CASTIGO!




De Cátia Castro



Katynha

Sempre fui apaixonada por escrita, no entanto, a vida dá voltas por vezes dificeis de contornar, assim me perdi nessas mesmas voltas e por là deixei a caneta e inspiração, mas algo me pediu para que tentasse de novo escrever, ainda que enferrujada, aqui estou eu, não de caneta na mão, mas à procura de inspiração.

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