Vida

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Liberta-me ó composto barulho no perfeito rolar de ondas do mar
mulher que passas pela manhã a cantar
pássaros que chilream, Homens que alegria semeiam
cheiro da chuva embutido na terra, e tu, ó silêncio no cimo da serra

Liberta-me ó trago do vinho vermelho na soalheira Sexta-feira
e palrares cantados da alma parida, plena, leve, e livre ainda
e tu gente que não passas apressada e trazes caminho aos teus pés

Liberta-me ó fado vadio em ruas do Bairro-Alto
aurora, de novo ver-te nascer
e somente crescer, liberta-me.

Prende-me o relógio abraçado a um tempo vestido de regras sem sentimento
despertar na rotina enrugada, e o caminho, o mesmo caminho
vozes metódicas, hipócritas, prendem-me a mente

A ternura, esta em mim perdura...

Entendo quando cuspias as sombras e me dizias
que a vida não carrega tristezas ou alegrias
que libertaria quando a vida me libertasse
descansaria quando o corpo de mim cansaçe.

Não te disse o dia que a vida me fez livre
e ninguém disse que a vida tem de libertar.




Cátia castro

Katynha

Sempre fui apaixonada por escrita, no entanto, a vida dá voltas por vezes dificeis de contornar, assim me perdi nessas mesmas voltas e por là deixei a caneta e inspiração, mas algo me pediu para que tentasse de novo escrever, ainda que enferrujada, aqui estou eu, não de caneta na mão, mas à procura de inspiração.

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