A carta que DEUS escreveu ao mundo

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Eu sou tua alma encostada na encosta por ti tatuada
amanhecer no nascer sereno da tua nudez
sou gemido dócil de vento em rua de timidez
sou água calma de viagem entre pedra de calçada
sou tuas complexas células de seres resilientes
de suspiros e soluços de vozes vazias no falar da terra
sou o cantar calado, sol posto escondido na serra
a verdade com que mentes ao Amor quando não me sentes
caminho a teu lado, coxo e tropeço sobre um ventre iníquo
cambaleio de passo apressado desde a criação ao princípio
não posso meu dedo mover desde que pari a te ver nascer
carrego aos ombros o caminho despido na despedida ao precipício
despe-te e despede-te desse vestido de vaidoso queixume
viola cheiros de violênçia impregnados em teus braços
volta a ser criança que ri e suga sem fim os cantos de meus passos
mantém aceso lume da alma ao rodeio de negrume.

Lembras-te do cheiro no vale semeado? Do silêncio de vozes na terra sulcado?

Resguarda meu feito na memória para voltar e principiar o fim de história.

Carrego-te no colo cansado de dedos - tudo o que oiço - lamúrias e medos...

Haja no amor um bem profundo ò mundo!



De Cátia Castro

Katynha

Sempre fui apaixonada por escrita, no entanto, a vida dá voltas por vezes dificeis de contornar, assim me perdi nessas mesmas voltas e por là deixei a caneta e inspiração, mas algo me pediu para que tentasse de novo escrever, ainda que enferrujada, aqui estou eu, não de caneta na mão, mas à procura de inspiração.

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