QUERO O QUE NÃO VEM NA PELE
Quero o sabor a manhã
ensolarada de nevoeiro
apimentado de flores sem
tom nem odor
e a sombra do anjo fiel e
guerreiro
que me carrega nos
caminhos por onde fôr.
Quero esse cheiro e essa
côr que trazes animada
nessas águas que deslizam
entre passeios
quero tudo mas também
quero nada
e esse nada em saco cheio
de devaneios.
Imaginar-te-ei sempre aqui
desfiando todo o infinito
caminho
para te encostares a mim
sem jamais um fim
com a felicidade de quem
ficou por mais um bocadinho..
Fecho portas ao suor,
janelas ás lágrimas e empurro teus dedos
mato os arrepios e o calor
encostado de verões bravios
empurro-te em mar alto na
garrafa onde cabem todos os medos
pronta a aceitar todos
esses desatinados desafios.
Ah como quero sentir o mel
do fingido fel
o arrepio de fel do doce
mel
Ter aquilo que ninguém
quer
afinal só quero aquilo
que não vem na pele.
De Cátia Castro
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