QUERO O QUE NÃO VEM NA PELE

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Quero o sabor a manhã ensolarada de nevoeiro
apimentado de flores sem tom nem odor
e a sombra do anjo fiel e guerreiro
que me carrega nos caminhos por onde fôr.

Quero esse cheiro e essa côr que trazes animada
nessas águas que deslizam entre passeios
quero tudo mas também quero nada
e esse nada em saco cheio de devaneios.

Imaginar-te-ei sempre aqui
desfiando todo o infinito caminho
para te encostares a mim sem jamais um fim
com a felicidade de quem ficou por mais um bocadinho..

Fecho portas ao suor, janelas ás lágrimas e empurro teus dedos
mato os arrepios e o calor encostado de verões bravios
empurro-te em mar alto na garrafa onde cabem todos os medos
pronta a aceitar todos esses desatinados desafios.

Ah como quero sentir o mel do fingido fel
o arrepio de fel do doce mel
Ter aquilo que ninguém quer
afinal só quero aquilo que não vem na pele.


De Cátia Castro







Katynha

Sempre fui apaixonada por escrita, no entanto, a vida dá voltas por vezes dificeis de contornar, assim me perdi nessas mesmas voltas e por là deixei a caneta e inspiração, mas algo me pediu para que tentasse de novo escrever, ainda que enferrujada, aqui estou eu, não de caneta na mão, mas à procura de inspiração.

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